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Morre Netinho, ícone do axé music e voz do sucesso “Milla”, aos 60 anos, em Salvador

Cantor baiano enfrentava um câncer no sistema linfático desde 2025 e deixa um legado que marcou gerações, os carnavais e a história da música brasileira.

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Morre Netinho, ícone do axé music e voz do sucesso “Milla”, aos 60 anos, em Salvador

Netinho foi uma das vozes mais populares do axé nas décadas de 1980 e 1990. Foto: divulgação/reprodução.

O cantor e compositor baiano Netinho morreu aos 60 anos, nesta terça-feira (13), em Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que atinge o sistema linfático. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em um comunicado publicado nas redes sociais.

Conhecido pelos sucessos “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina” e “Prefixo de Verão”, Netinho marcou a expansão do axé music pelo Brasil, principalmente na década de 1990.

Segundo a equipe do cantor, a doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Ele estava internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, onde recebia acompanhamento médico.

Netinho enfrentava um câncer desde 2025

Diagnosticado com linfoma não Hodgkin em março de 2025, Netinho passou por diferentes etapas de tratamento, incluindo sessões de quimioterapia.

Durante esse período, o cantor compartilhou momentos de sua recuperação com os fãs e chegou a anunciar a remissão da doença.

Em 2026, exames identificaram o retorno do câncer, e o artista precisou retomar o tratamento. Mesmo diante das dificuldades, mantinha a esperança de voltar aos palcos.

No fim de setembro, Netinho foi novamente hospitalizado. Sua equipe anunciou um afastamento temporário das redes sociais para que ele pudesse dedicar atenção integral à saúde.

Apesar do agravamento do quadro clínico, o cantor demonstrava gratidão pela carreira construída e pelo carinho recebido do público ao longo dos anos.

Quem foi Netinho: trajetória do cantor baiano

Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano.

Sua projeção musical começou nos anos 1980, especialmente como integrante da Banda Beijo. O grupo contribuiu para a popularização do axé music e para a expansão do ritmo baiano pelo país.

Na carreira solo, Netinho consolidou sua identidade artística e conquistou reconhecimento nacional. Suas músicas passaram a fazer parte de festas populares, micaretas e carnavais.

“Milla” e outros sucessos que marcaram gerações

Entre os principais sucessos de Netinho estão “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina” e “Prefixo de Verão”.

A canção “Milla” tornou-se um dos maiores símbolos de sua trajetória e permaneceu associada à memória afetiva de diferentes gerações de brasileiros.

O cantor também participou da internacionalização dos trios elétricos. Em 1990, levou a música baiana à Itália durante a Copa do Mundo, em uma apresentação que contribuiu para ampliar a visibilidade do axé fora do Brasil.

Morte de Netinho representa perda para a música baiana

A morte do cantor representa uma perda significativa para a cultura da Bahia e para a música popular brasileira.

Netinho fez parte de uma geração que ajudou a transformar o axé music em um fenômeno nacional. Sua trajetória acompanhou a expansão do Carnaval de Salvador e dos trios elétricos para diferentes regiões do país.

Além do sucesso comercial, sua contribuição esteve ligada ao crescimento da música baiana nas rádios, na televisão e nos grandes eventos populares.

Artistas prestam homenagens a Netinho

Após a confirmação da morte, artistas como Claudia Leitte, Bell Marques, Alexandre Pires e Sarajane prestaram homenagens ao cantor.

As manifestações destacaram sua trajetória artística e a importância de sua contribuição para a música brasileira.

Velório e cremação de Netinho serão reservados

Por decisão manifestada pelo próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados em uma cerimônia privada, restrita a familiares e amigos próximos.

A assessoria pediu respeito à privacidade da família e agradeceu as manifestações de carinho recebidas após o anúncio da morte.

Netinho deixa a filha Bruna Trindade e um repertório que permanece associado à história do axé music e do Carnaval brasileiro.

Suas canções continuam como parte do legado artístico de uma das vozes que marcaram a música baiana nas décadas de 1980 e 1990.

Fontes de apuração

Informações publicadas pelo gshow, pela CNN Brasil e pelo Estadão Conteúdo/UOL.

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