Antes de Camaçari ganhar avenidas largas e abrigar o maior Complexo Industrial Integrado do Hemisfério Sul, Vila de Abrantes já escrevia as primeiras páginas da história do município. Na tarde deste domingo (14), o distrito se encheu de cores, sons e sentimentos cívicos para celebrar os 267 anos de emancipação política, comemorados em 28 de setembro.


Abertura oficial com símbolos cívicos

Com arquibancadas lotadas e ruas tomadas pela população, o tradicional desfile cívico-cultural começou com o pelotão de bandeiras do Brasil, da Bahia e de Camaçari. Logo depois, a Filarmônica 28 de Setembro deu o tom musical ao cortejo, seguida pela marcha organizada do Batalhão do Tiro de Guerra, Polícia Militar, Defesa Civil e Desbravadores.

“Camaçari é marcada por pessoas apaixonadas por esta terra. O desfile mostra a alma viva da população, representada nas crianças, jovens, movimentos culturais e estudantes”, destacou o prefeito Luiz Caetano.


Educação como pilar do desfile

Sob organização da Secretaria de Educação (Seduc), o desfile apresentou o tema “Camaçari Educadora: cuidados que inspiram e reconectam pessoas”. Nesse sentido, estudantes e educadores de sete escolas municipais brilharam na avenida, como a Creche Comunitária Senhora Sant’Ana, da Rua João Araújo.

“Nossa cidade é rica em praias e belezas naturais. Por isso, neste ano trouxemos a natureza como base da nossa apresentação, mostrando a importância de preservar o patrimônio ambiental”, explicou Janete Almeida, diretora da unidade.

Além disso, o secretário de Educação, Márcio Neves, ressaltou o caráter pedagógico da celebração. “É uma festa plural. Aqui integramos escolas, bandas, grupos culturais e artistas para afirmar que a educação é o pilar essencial na valorização da nossa história”, disse.


Bandas e fanfarras animam o público

O desfile também contou com a energia contagiante da Banda Marcial do Centro de Educação Municipal de Camaçari (Bamcemc), Fanfarra Estudantil de Parafuso (Fanesp), Banda Marcial Joana Angélica (Bamaja), Banda Municipal de Camaçari (Bamuca), Art’Vila, Banda Marcial de Vila de Abrantes (Fanesva) e Fanfarra Municipal Popular de Vila de Abrantes (Fampa).

Além disso, os grupos culturais Boi Bonito, Capoeira Engenho, Grão de Areia e a Cia de Dança Livre Dance deram ainda mais ritmo e emoção ao evento. Do mesmo modo, o Instituto Social D’Joana transformou a Rua Vieira de Melo em um palco de identidade e resistência.

“Atuamos há quatro anos em Areias com 160 crianças e adolescentes que contam história por meio da música”, contou a fundadora Lidiane Boa Morte. Já a professora Elaine Paranhos acrescentou: “Camaçari tem formação quilombola e indígena. Nosso trabalho resgata essa sonoridade tão marcante”.


Tradição, emoção e pertencimento

A celebração também emocionou moradores e visitantes. A doméstica Francisca Franco, 61 anos, reforçou a importância da tradição. “Sempre venho assistir. Este ano, vi o filho de amigos desfilando. Está tudo muito bonito e organizado. Espero que cresça a cada ano”, disse.

Enquanto isso, a jovem Stephanie Evangelista, 17 anos, viveu o evento de outra forma. “Sempre desfilei e a emoção era enorme. Este ano, assisti da plateia e vi minha prima tocar trompete na Fampa. Foi especial”, contou.


Próximos atos cívicos

O desfile em Vila de Abrantes integra a série de eventos que antecedem o aniversário da cidade. Portanto, as comemorações seguem com atos cívicos na Avenida 28 de Setembro (antiga Radial A), na sede do município, até o dia 28 de setembro.


📸 Foto: Juliano Sarraf, Patrick Abreu e William Rocha