Nesta quarta-feira (12 de novembro de 2025), os United States Mint (Casa da Moeda dos EUA) batem a última moeda de 1 centavo (o famoso “penny”), encerrando assim uma produção contínua que durou mais de dois séculos. The Economic Times+3Business Insider+3Financial Times+3
A decisão foi motivada principalmente pelos custos elevados deste tipo de moeda — cada unidade chegava a custar 3,69 cents para fabricar, ou seja, mais que o valor de face. Reuters+1
Motivos da medida
- Produzir o penny tornara-se financeiramente insustentável. A Casa da Moeda estimou uma economia anual de US$ 56 milhões com o fim da produção.
- A popularização de pagamentos digitais, a redução do uso de moedas de valor muito baixo e os custos de matéria-prima elevaram o debate sobre a necessidade de manter a moeda. Business Insider+1
O que muda na prática
- Mesmo com o fim da fabricação, as moedas de 1 centavo continuam em circulação e permanecem como meio legal de pagamento nos EUA. usmint.gov+1
- Com o tempo, espera-se que os valores pagos em dinheiro sejam arredondados para mais ou para menos, já que não haverá reposição dessa moeda de baixo valor. Reuters+1
- A mudança marca o fim de uma era: foi a primeira vez desde 1857 (quando a moeda de meio-centavo foi retirada) que os EUA deixaram de produzir sua menor denominação. People.com
Reflexos para consumidores, empresas e economia
Para os consumidores, o impacto direto será discreto — a maior parte dos pagamentos já é feita por cartões ou meios eletrônicos. Empresas que ainda lidam muito com moedas em espécie precisarão ajustar seus sistemas de caixa, troco e arredondamento.
Do ponto de vista macroeconômico, a medida reforça a tendência de digitalização das transações e de eliminação de custos considerados “desnecessários” no sistema monetário.
Visão histórica
A moeda de 1 centavo foi introduzida nos EUA em 1793, e sua produção ininterrupta durou mais de dois séculos. Agora, a partir desta decisão, entra numa nova fase em que permanece em circulação, mas sem novas unidades sendo cunhadas para o uso corrente. usmint.gov+1
