O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (31), o fortalecimento de políticas públicas de combate à violência contra a mulher durante um evento realizado em São Paulo. Em seu discurso, ele afirmou que “mulher não foi feita para apanhar” e criticou o aumento dos casos de feminicídio no país.
A declaração ocorre em meio ao debate crescente sobre a politização do tema, que tem gerado divergências entre diferentes setores da sociedade e do cenário político. O presidente ressaltou que a violência doméstica e os assassinatos de mulheres precisam ser tratados como prioridade nacional, independentemente de posicionamentos ideológicos.
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil segue registrando números elevados de feminicídio, com vítimas, em sua maioria, mortas por parceiros ou ex-parceiros. O cenário reforça a necessidade de ações mais efetivas de prevenção, proteção e punição.
Durante o evento, Lula também destacou a importância da Lei Maria da Penha como um dos principais instrumentos no enfrentamento à violência doméstica, mas reconheceu que ainda há desafios na aplicação prática da legislação em todo o país.
Especialistas e organizações da sociedade civil apontam que, além do endurecimento das leis, é fundamental ampliar o acesso a canais de denúncia, casas de acolhimento e políticas de educação para reduzir a violência de gênero.
O governo federal tem sinalizado a intenção de reforçar programas voltados à proteção das mulheres, em parceria com estados e municípios, buscando reduzir os índices de violência e garantir maior segurança para a população feminina.
