O Brasil vive um início de ano com números alarmantes de focos de calor, indicando intensificação do risco de queimadas em várias regiões do país. Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que, até o dia 29 de janeiro, já foram registrados mais de 4,3 mil focos de calor em todo o território nacional, um aumento de 46% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Esse volume de focos é o sexto maior desde o início dos registros em 1999 e reflete uma combinação de altas temperaturas e condições de seca, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde estados como Pará e Maranhão lideram o ranking de ocorrências.
Especialistas ambientais alertam que esse crescimento preocupa, pois pode indicar um aumento no número e intensidade de incêndios florestais nas próximas semanas, com impacto direto na qualidade do ar, na biodiversidade e na saúde das populações locais. O período de verão brasileiro é tradicionalmente mais seco em muitas áreas, mas o número excepcional de focos de calor este ano reforça a necessidade de atenção redobrada das autoridades.
Órgãos estaduais e federais intensificaram as ações de monitoramento e prevenção, com equipes de combate a incêndios em alerta e orientações para que comunidades próximas a áreas de vegetação evitem práticas que possam gerar chamas. A população também é aconselhada a seguir recomendações de órgãos ambientais e de defesa civil para reduzir riscos.
