O jornalista Cosme Rimoli, em sua coluna para o R7, avalia que o atacante Neymar não se adapta ao perfil de time que Carlo Ancelotti vem construindo na seleção brasileira — marcada por velocidade, intensidade, objetividade e solidariedade tática. R7 Esportes
Segundo Rimoli, o Brasil comandado por Ancelotti tem atuado com movimentação constante, pressão ofensiva e transições rápidas. A equipe se impõe sem depender de um centroavante fixo, e todos vão ao ataque de forma coordenada. R7 Esportes
Para o colunista, o estilo do Neymar atual — dependente de receber a bola nos pés, com pouca disposição para tarefas coletivas ou defensivas — não combina com essa filosofia. Ele afirma que colocar o jogador de forma fixa na frente, esperando que resolva sozinho, vai contra o modelo solidário adotado pela comissão técnica. R7 Esportes
Além disso, Rimoli destaca o papel de Matheus Cunha no esquema: ele ajuda na ligação entre meio de campo e ataque, permitindo que os pontas e atacantes joguem de forma mais solta e dinâmica. R7 Esportes
Contexto técnico e estratégico
- Ausência por condição física: Ancelotti já justifica a não convocação de Neymar em parte por questões físicas, afirmando que o jogador precisa estar “100%” para ter espaço no time. O Dia+2UOL Notícias+2
- Avaliando a cada dia: O técnico confirmou que monitora a situação física de Neymar constantemente. UOL Notícias
- Possível retorno: Apesar das críticas, Ancelotti afirmou que vê espaço para Neymar quando ele recuperar plenas condições. O Dia+2UOL+2
Repercussão e implicações para a Seleção
A análise de Rimoli reforça uma discussão mais ampla: a seleção brasileira sob comando de Ancelotti parece caminhar para uma estrutura menos dependente de estrelas individuais e mais voltada para o coletivo. O modelo adotado pode deixar veteranos como Neymar mais à margem, especialmente se eles não se encaixarem no estilo de jogo idealizado pelo treinador.
Para o torcedor, a aposta é em um Brasil mais equilibrado e disposto a sacrificar glamour pelo resultado.
