Cantor Elly-San denuncia ataques sofridos no Facebook e reacende debate sobre racismo no Brasil
Em pleno 2025, quando o mundo discute igualdade, empatia e respeito, no entanto, episódios de racismo ainda persistem como uma triste realidade. O rapper Elly-San, figura conhecida da cena musical de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, denunciou ataques racistas sofridos ao tentar comprar um carro pela internet.
O episódio ocorreu na noite de quarta-feira (8). O artista entrou em contato com um vendedor no Marketplace do Facebook para solicitar informações sobre um veículo. Contudo, após questionar o preço abaixo do mercado, recebeu respostas arrogantes que, em seguida, evoluíram para mensagens de cunho racista, direcionadas à sua cor de pele.
Na manhã desta quinta-feira (9), Elly-San decidiu não se calar. Ele publicou prints da conversa e gravou um vídeo denunciando o ocorrido. “Já aconteceu outras vezes, porém, agora eu quis expor. O racismo é crime, e a gente não pode mais fingir que não vê”, declarou.

A denúncia ganhou repercussão imediata. Assim, centenas de internautas manifestaram apoio ao rapper e expressaram indignação diante do fato de que, em pleno 2025, ainda existam pessoas que perpetuam esse tipo de crime.
Além disso, o cantor confirmou que sua equipe jurídica já reúne provas para acionar a Justiça. Dessa forma, reforçou que não permitirá que o caso fique impune.
O episódio, portanto, reacende um debate urgente: até quando o preconceito continuará naturalizado no Brasil? Vale destacar que o racismo é crime previsto no artigo 5º da Constituição Federal e na Lei nº 7.716/1989, que pune qualquer ato de discriminação por cor, raça, etnia ou origem.
Mais do que isso, o relato de Elly-San funciona como alerta coletivo. Afinal, a luta contra o racismo não pertence apenas às vítimas — pelo contrário, trata-se de uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.
